sábado, 20 de abril de 2013

Como seduzir um homem!?


(Leitoras, o texto abaixo é escrito por minha amigona de coração que compartilha dos mesmos pensamentos que eu, eu pedi pra ela escrever pro blog, porque ela pode ajudar também com os conceitos dela. Esse,acredito que seja o primeiro de muitos, acho que posso dizer.. “só pra começar” a participação dela. Espero que gostem, ficarei grata se vcs comentarem, bjos.)

     Estava com vontade de escrever algo sobre esse assunto, mas não sabia como fazer isso sem ser clichê. Estava passeando nesses sites de mulheres e me deparei com padrões irritantes e fórmulas pré-definidas, completamente impessoais, que esses autores trazem para tentar nos encaixar num modelo de supermulher e os homens, em um modelo de superbabaca.
     O que é mais irritante em alguns desses sites é a forma como os homens e as mulheres são submetidos a padrões ridículos de comportamento.  Eles te ensinam que o homem não é humano. Éum ser totalmente desprovido de racionalidade, que age exclusivamente por instinto, que não consegue controlar seus impulsos e que se você não agir de acordo com certas regras de sedução, você vai perdê-lo pra outra.
     O ser humano tem uma característica muito forte, que a gente pode encontrar em qualquer civilização de qualquer época da história: Nós temos a necessidade de generalizar e rotular tudo. Isso não é uma opinião minha, é a filosofia quem diz que nós temos a necessidade de colocar as coisas nos seus devidos lugares, pois dessa forma temos a ilusão de que estamos controlando os nossos pensamentos e seguros de que sabemos onde pisamos. Mas isso não quer dizer que tenhamos que ser assim o resto de nossas vidas. É um exercício! Temos que exercitar, desde criança, a analisar toda informação que passa à nossa volta.                            Podemos ver pessoas que tem um pouco mais de prática em fazerem isso e outras que não conseguem, por terem receio de encontrar questões que não podem responder. Ok, chega de filosofia. Vamos à prática. Essas pessoas que possuem a dificuldade de analisar as informações são aquelas que se contaminam com toda informação e essas são aquelas que acreditam que existe uma fórmula mágica, dada de graça nos sites femininos inúteis, que vai torna-las uma mulher sexy! Não é possível que você ache natural abrir mão de ser alguém ímpar, uma mulher com personalidade, gostos e preferências próprias, pra se submeter à padrões que te ensinam como ser praticamente um pedaço de carne com inteligência de ameba.
     Antes que pensem que estou dizendo que toda mulher bonita é burra, digo que estou falando exatamente o contrário. Estou dizendo que toda mulher tem o direito de encontrar a sua própria fórmula de sedução. Toda mulher tem o direito de explorar sua personalidade e sua sexualidade até o ponto em que ela se sentir a vontade em fazer isso. Estou defendendo o seu direito de encontrar sua beleza e se sentir segura e confiante, pois essa sim é a única fórmula universal para a sedução: autoestima.
     O homem, por sua vez, não é um completo imbecil. Ele não vai reagir exatamente como esses autores infelizes te dizem. O homem também tem o direito de ter sua pessoalidade e de dizer que não quer seguir como “manda o figurino” para ser considerado um conquistador.
     Acho que estamos esquecidos de que antes de qualquer coisa todos nós somos seres humanos! Somos pessoas capazes de dizer o que queremos ser e de dizer não pra padrões de comportamentos que nos definem como amebas gostosas e imbecis não-pensantes.
     Acho muito válido que existam sites e blogs que ajudem as mulheres a entender do universo masculino e até mesmo do feminino, gerando identificações genéricas. É maravilhoso poder compartilhar com outras pessoas coisas que você observou e aprendeu e poder ajudar outras mulheres a pensarem sobre si e sobre o seu relacionamento. Mas não dá pra aceitar que eu nasci com a obrigação moral de ser sedutora com uma fórmula que desativa a minha individualidade.
     Não gostaria de levar essa conversa para um discurso feminista também clichê. Mas quero analisar com vocês o motivo de todo o terrorismo e toda a pressão que as mulheres sofrem em sempre estarem impecáveis e sempre corretas em suas atitudes de seduzir o homem.
     Vejo muito homem argumentando algo assim: “Na natureza o macho copula com várias fêmeas, enquanto a fêmea só fica prenha uma vez no ano”.  E é exatamente desse argumento que surge toda a insegurança planetária feminina. Não vou entrar na questão de “e aí, todo homem trai ou não?”, mas vou responder a vocês com uma pergunta: “Ok, isso quer dizer que eu devo fazer sexo 1 vez por ano, pois a finalidade é a procriação? E isso quer dizer que você não faz parte da classe de animais racionais? Ou isso quer dizer que você faz xixi no poste e come capim também?”. Eu sou muito lógica! Pra mim, dizer que o homem age como um animal irracional em algum ponto, quer dizer que ele se propõe a ser visto como esse animal. Eu, sinceramente, acho que isso é mais desrespeitoso ao homem do que a própria mulher. A mulher se frustra porque acha que não pode ir contra a natureza masculina e aí surge o desespero de se encaixar em todos os padrões possíveis de beleza e de comportamento.
     Não estou dizendo que você não precisa nem deve se cuidar. Estou dizendo que segurar um homem não pode ser, em hipótese alguma, o motivo da vontade de buscar o melhor de si física, intelectual, psicológica e sexualmente. Quero dizer que o centro da sua vida é você. Não existe essa da mulher se fantasiar de outra mulher, fazer caras e bocas tentando ser sexy, agir de forma artificial e ter, como resultado, um monte de homens ou simplesmente aquele que você quer aos seus pés. Não estou te ensinando a ser relaxada e descuidada. Estou te pedindo pra olhar pra você mesma e procurar o melhor. Não seja essa mulher ridícula que segue a risca as dicas de “como seduzir um homem” baseadas na animalização do homem e na “amebalização” da mulher. Posso te garantir que, dessa forma, você irá atrair pessoas bem mais interessantes pra sua vida e homens totalmente diferentes dos que chegavam até você.
Marcela Napoleão


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